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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

A louca dança partidária


Está escancarada a janela partidária, período no qual os parlamentares podem mudar de legenda sem riscos de contestações e punições. Mas isto faz pouca diferença para eles, que migram de um partido para outro sem maiores constrangimentos, contando com as exceções legais ou com o corporativismo. Sabem que ninguém vai pedir a punição do outro para não ser punido mais à frente. Levantamento do Portal G1, publicado ontem, mostra que de 2015, quando se iniciaram os atuais mandatos, até aqui, 135 deputados federais mudaram de partido, alguns mais de uma vez. Há até um campeão neste trança-trança, o pernambucano Adalberto Cavalcanti (foto), que foi e voltou quatro vezes. Até 7 de abril, quando a legislação eleitoral acaba com o troca-troca político, serão muitas outras mudanças. Bem, estamos falando apenas nas migrações na Câmara Federal. Nas Assembleias estaduais e nas Câmaras Municipais elas, com certeza, estão na casa do milhar. E isto explica em parte a qualidade de nossa política. Não existem compromissos dos parlamentares com os programas partidários. As legendas, pelo menos em tese, servem para agrupar pessoas que têm compromissos com uma plataforma de governo, com uma forma de agir politicamente. O país tem hoje quase quatro dezenas de partidos, a esmagadora maioria com donos facilmente identificados, que as gerenciam de acordo com seus interesses e que se vendem à melhor oferta. Seria injusto dizer que todos, mas perto da totalidade dos partidos se alinham com quem paga melhor. É a teoria do “pagando bem, que mal tem”? A este monte de “sopas de letrinhas” em que se transformaram nossos partidos, somam-se outras dezenas no aguardo de registro na Justiça Eleitoral para participarem da farra do Fundo Partidário. O país? Bem, o país que se dane. Precisamos com urgência de uma reforma política. De moralizarmos a atividade, expurgando os maus políticos e acabando com esta farra dos partidos. Com este monte de legendas que, a cada eleição, busca se apresentar como a novidade, o novo que irá mudar o país. No comando, a velha raposa que, há anos, comanda a política brasileira. E que não deixa nada mudar.

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