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Atitude para combater a crise hídrica


Por:  Deputado Adalclever Lopes (PMDB),  presidente da ALMG

A situação de abastecimento de água não só em Minas, mas em todo Brasil, é crítica! O poder público e cada cidadão precisam se conscientizar de que algo deve ser feito. Neste momento, mais do que nunca, atitudes positivas devem partir de todos. As chuvas de fevereiro e de março não foram suficientes para melhorar, de forma significativa, os reservatórios que abastecem Minas Gerais. De acordo com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), os principais reservatórios ainda apresentam níveis críticos. Os sistemas Paraopeba e Vargem das Flores, que fornecem água para a capital, subiram nos últimos dias, mas ainda registram pouco mais de 30% da capacidade. Em março de 2014, o volume dos reservatórios estava em mais de 70 por cento.

 

Cada cidadão precisa reduzir em 30% o con­sumo de água. A meta do governo de Minas é importante, mas sobretudo audaciosa e, como mesmo admitiu o governador Fernando Pimentel, não é fácil de ser cumprida. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais abraçou essa causa contra o desperdício. Medidas práticas e eficientes: diminuímos o tempo gasto na irrigação racionamos o uso do ar-condicionado e estamos estudando um meio de reaproveitar a água que sai dos aparelhos. A iluminação dos prédios foi reduzida e as lâmpadas fluorescentes foram gradadativamente substituídas por LED’s.

 

Tudo isso é muito importante, mostra uma ação em meio ao caos, mas é preciso ir além. É preciso que todos tenham consciência de que a crise de abastecimento de água é realmente resultado dos nossos atos. Fechar uma torneira ou diminuir o tempo no banho são atitudes pequenas mas que, quando somadas, representam uma economia significativa. O uso inteligente da água e da energia vai garantir que Minas consiga contornar a falta de chuvas.

 

No que diz respeito aos trabalhos na Assembleia, está em pleno funcionamento a Comissão Extraordinária das Águas. O objetivo da comissão é exatamente discutir as causas e os recursos para tratar a crise de abastecimento de água que afeta Minas Gerais. Ao longo de toda essa legislatura serão discutidas formas de fiscalização e articuladas ações para manter a distribuição de água e evitar medidas como o racionamento. A comissão dará continuidade ao trabalho iniciado na ALMG na legislatura anterior, em março de 2013, que teve como resultado um relatório final em dezembro de 2014.

 

O documento traz um estudo detalhado sobre o cenário dos recursos hídricos no estado e apresenta 26 recomendações a diversos órgãos. Neste mês de abril, já começam a ser realizadas audiências, visitas ténicas além de debates e reuniões com convidados para discutir a crise hídrica. O poder público, as empresas e cada cidadão tem ma missão importante: a de salvar o planeta. A gestão dos recursos hídricos para o futuro, que está logo ali, exige o reconhecimento de prioridades. Os dados são preocupantes: segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), dentro de 15 anos, o mundo vai necessitar de 35% a mais de alimentos, 40% a mais de água e 50% a mais de energia. É importante termos mais consciência, atitude e união para virarmos esse jogo.

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