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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

Governo quer investidores nacionais e internacionais em um mutirão para retomada das obras no país


Sem dinheiro e com perspectivas pouco animadoras para a economia brasileira neste ano, o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, Moreira Franco (foto), disse que o governo está disposto a transferir para a iniciativa privada as obras onde houver interesse. O país, segundo ele, precisa de investimentos nacionais e estrangeiros. ”Essa é a mais grave crise econômica da nossa história”, enfatizou o ministro, que lembrou que o déficit no orçamento chega a R$ 170 bilhões e que o desemprego deve atingir até o final do ano 14 milhões de brasileiros. Por isso a necessidade dos investimentos privados, já que o governo não tem condições e nem recursos para realizar as obras necessárias. “Não é uma coisa banal, é um esforço, é um mutirão para mobilizarmos as empresas brasileiras, as empresas estrangeiras, ou seja, todos aqueles que têm disposição e que acreditem no Brasil para vir para cá e conosco fazer o país voltar a crescer, aumentando o investimento e, em consequência, gerando emprego e melhorando, no caso da infraestrutura, a qualidade do serviço prestado”, disse o ministro. O assunto foi o tema do encontro entre Moreira Franco e empresários mineiros, na sede da Fiemg.

 

Duplicação da BR 381

Dentre as obras que o governo pode transferir para a iniciativa privada está a BR-381. Para Moreira Franco, se houver interesse, o assunto será discutido. O governo também procura empresários interessados em investir em outras rodovias, portos aeroportos, óleo e gás, energia elétrica e saneamento. “A expectativa é de que nós consigamos parceiros privados interessados em concessionar essa rodovia. É uma rodovia importante, e pelos números de circulação, evidentemente, ela tem retorno. Não é uma prestação de serviços gratuito, mas sim, algo que tem condições de oferecer atrativos”.

 

Gargalos da infraestrutura

A BR-381 foi motivo, inclusive, de reclamação do presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr. Ele lembrou que a rodovia foi peça de campanha de Lula e Dilma, assim como o metrô de Belo Horizonte. Olavo disse que esteve até na cerimônia de início da duplicação da BR-381, em Ipatinga, com a presidente Dilma Rousseff, mas pouco ou quase nada foi feito desde então. A cruzada dos mineiros, segundo o líder empresarial, tem nome, ou melhor, um número: 381 “ceifou muitas vidas”. Essa é uma demanda urgente e Minas cansou de esperar por ela. São os gargalos da infraestrutura, segundo Olavo Machado, “que prejudicam a competitividade das empresas no país”.

 

Ligando o nada a lugar algum

Das mais de duas mil obras paradas no país, pelo menos 200 estão em Minas Gerais, pelos cálculos do presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr. Essas obras paralisadas e inacabadas geram prejuízo e é preciso concluí-las, segundo o empresário, que disse existirem no estado “vários túneis e pontes que ligam o nada a lugar algum, algumas chegam a lembrar plataformas de lançamento de foguete”.

 

Saúde dos mineiros deve ser melhor

Entre as muitas reclamações dos empresários em relação ao governo federal, os recursos destinados à saúde figuram entre as principais. Para Olavo Machado, neste caso existem duas possibilidades: ou o governo entende que os mineiros têm a saúde melhor do que o restante dos brasileiros, ou, a vida dos mineiros vale menos. O desabafo foi durante a reunião do secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República, Moreira Franco, com os empresários mineiros, na sede da Fiemg.

 

Visão sectária e deletéria

A velocidade com que o Programa de Parcerias de Investimentos será efetivamente operacionalizado pelo governo de Michel Temer é um fator preocupante. Para o presidente da Fiemg, Minas Gerais foi prejudicada nos últimos anos pelo governo federal, devido, segundo ele, a uma visão sectária e deletéria e o falso dilema da questão ambiental não pode mais ser usado para travar o desenvolvimento. Além disso, “há uma carência de marcos regulatórios realistas e não ideológicos”. Só assim Olavo Machado acredita que os investidores virão. Caso contrário, o PPI será um “retumbante” fracasso.

 

Propostas pós impeachment

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Fiemg, Osmani Teixeira, gostou da conversa de Moreira Franco com os empresários mineiros. Mas para ele, somente após a votação do impeachment da presidente Dilma, no final do mês, é que o governo Temer terá condições de colocar em prática as propostas que vem apresentando, inclusive a do Programa de Parcerias de Investimentos, as PPIs. Mas Moreira Franco está certo, segundo ele, em conversar com os empresários e se preparar para o dia seguinte, caso a presidente Dilma seja mesmo afastada definitivamente do governo.

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