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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

Promoções não contornaram cenário fraco para o comércio de BH


A temporada estendida de promoções e liquidações do início deste ano não retomou o crescimento no faturamento do comércio de Belo Horizonte. Segundo a Análise do Comércio Varejista, realizada pela equipe de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, 49,1% dos empresários tiveram uma piora no faturamento de, em média, 22% em março. Mesmo aqueles que conseguiram melhorar seus resultados tiveram uma realidade abaixo das expectativas: a média esperada de 71,4% no aumento se concretizou em apenas 31,2% das empresas. Entre os segmentos que mais faturaram em março destacam-se o de vestuário (4,8%), produtos farmacêuticos (3,7%) e hipermercados e supermercados (3,5%). Para abril, no entanto, a tendência é de melhoria, com as liquidações sendo reforçadas para atrair os consumidores: 58,9% vão realizar promoções para tentar girar os estoques. “As liquidações são uma boa estratégia, mas é importante também aliar preço e qualidade, pois os consumidores estão com poder de compra reduzido e, consequentemente, mais exigentes. Além das promoções, investir em novas ferramentas de gestão e atendimento, dar descontos no pagamento à vista e variar o mix de produtos são estratégias para conquistar os clientes”, afirma Luana Oliveira, supervisora de Estudos Econômicos da Fecomércio MG.

 

Comércio pretende manter os empregos

Entre os entrevistados, 96,9% aceitam o cartão de crédito como meio de pagamento, mas apenas 9,8% trabalham com cartão próprio (private label). “Grandes redes varejistas vêm expandindo sua área de abrangência com esse recurso, que estreita relacionamento, especialmente com o público de menor renda, ao garantir liquidez e posicionamento social”, explica Luana. Em fevereiro, 70,1% das vendas a prazo foram feitas com cartão de crédito. Apesar do cenário delicado para o comércio de BH, o emprego não deve ser afetado em curto prazo: 91% dos empresários pretendem manter a equipe de funcionários e 3,8% esperam contratar. Apenas 5,2% afirmaram que podem reduzir o quadro de contratados.

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