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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

Sem reforma política nada muda


Se alguém tinha dúvida, as eleições deste mês escancaram a necessidade de se promover, com urgência, não a possível mas a essencial, a reforma política e eleitoral no país. Não é mais cabível continuarmos com as regras partidárias atuais, com as regras eleitorais e com o processo de, a cada eleição, sermos obrigados a criar uma legislação específica para aquele pleito. E a isto tudo, este emaranhado de leis e regulamentos chamamos de democracia, sem nos darmos conta de que, a cada disputa, pior fica a nossa representação política.

Hoje discute-se muito  as abstenções, os votos brancos e nulos e atribui-se a um rejeição da sociedade à política este desprezo ao voto. Não, o que o povo vai tomando birra é dos políticos, não da política. Mas os políticos são frutos da má política que nos domina há tanto tempo. Não formamos mais lideranças desde que o regime militar massacrou as existentes e que impediu o surgimento de outras. Aliás, é bom que a sociedade  brasileira se penitencie, pois tratava as gerações políticas passadas como corrupta, oportunistas.

Hoje se vê que, comparadas aos políticos atuais, seriam como castas mocinhas no lupanar. E a tendência, como já advertia Ulisses Guimarães, é piorar. Nada fizemos para melhorar nossa atividade política. Nossas regras não impõem nenhum empecilho para que dela participem toda sorte de escroque. Gente que muitas vezes busca a política como forma de assumir a impunidade pela imunidade. Pelo foro especial. Esta é uma realidade da política nacional que, lamentavelmente, não vai mudar. E não vai mudar porque não interessa a quem aprova mudanças, que elas ocorram.

Desgraçadamente para o país, tivemos três chances de mudar tudo nas últimas décadas e jogamos todas elas pela janela; A primeira no regime militar autoritário que em vez de mudar para melhor, usou a força para piorar. Depois com Fernando Henrique e Lula,  que pelo carisma da liderança, aprovariam no Congresso o que desejassem. Preferiram a omissão. A seriedade política não lhes interessava.

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