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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

BASTA!!!


Ultrapassamos as cem mil mortes. Ultrapassamos os três milhões de infectados. Números estratosféricos que nos colocam na incômoda posição de um dos países mais atingidos pela covid 19 em todo o mundo. Números que mostram quão irresponsáveis e despreparadas foram nossas autoridades até aqui no enfrentando do problema. Teve até quem anunciasse, ainda em março, que o país tinha atingido o pico das contaminações e que as mortes não passariam de 800, mil talvez, já bastante elevado se considerarmos que mortos não são apenas números. Têm nome, famílias, sonhos não realizados, traumas a serem enfrentados, que não terminam com a ajuda de R$ 600 para suas famílias. A fatídica marca dos cem mil foi superada. Mas, apesar disto, tem razão o presidente Bolsonaro: cem mil é apenas uma marca. E daí? Vida que segue, diz ele com desdém. Sim, vida que segue, o que não pode seguir, senhor presidente, são as mortes. Parte considerável desta tragédia que a sociedade brasileira vive hoje é de exclusiva responsabilidade de nossas autoridades que, ou demoraram a agir ou agiram com incúria. Tratamos a pandemia como uma oportunidade para firmarmos conceitos de capacidade de superação, quando não para estimular consumos, como no caso da cloroquina, ou explorar a fé fanática com a venda do feijão mágico. Desprezamos a ciência ao adotarmos tardiamente, ou com deboche, recomendações acatadas pela maioria dos países que foram atingidos antes de nós. Tínhamos exemplos a seguir. Tínhamos exemplos a evitar, como os Estados Unidos, que também desprezaram as recomendações e que acabaram servindo de modelo para os nossos governantes. Mais uma vez nos fantasiamos de “machões latino-americanos” que nada temem, que tudo superam. Ou nos fanatizamos, achando que Deus tudo resolve, desconhecendo de forma irresponsável o ensinamento bíblico do “faça a sua parte que eu te ajudarei”. Não fizemos, não fomos ajudados. Ou fomos, afinal há quem assegure que nossas vítimas estão subnotificadas. Mas, apesar de tudo, não é hora de lamentações. A pandemia aí está e com força. Impossível qualquer previsão sobre o número de vidas que ainda vai ceifar. Precisamos reagir. Deixarmos de lado nossa reconhecida e vergonhosa apatia. Assumirmos o compromisso com a sociedade, com nossa família. Há recomendações a seguir que já deram resultado em outros países que estão se recuperando. É melhor agirmos com prudência, tapando ouvidos para falsos líderes e aos irresponsáveis que põem o lucro acima da vida. Claro que é preciso compatibilizar a saúde com a economia. Mas é preciso que isto seja feito sem afoiteza, com responsabilidade. Precisarmos traçar caminhos seguros para sairmos da crise e, fundamental, avançarmos depois dela. Sem nos esquecermos de que, a opção terá que ser, sempre, pela vida.

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