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Blog do PCO

Motor da economia

Tudo o que se passa no país, quem irriga são as pequenas e microempresas, segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles (foto), ao falar da importância desse setor na economia brasileira, durante a live do Conexão Empresarial ontem, evento promovido pela VB Comunicação. Na pandemia, ele lembra que o Sebrae e o Sistema S foram para a rua para apoiar esses empresários. “Ninguém sabia o que iria acontecer”, pondera. Melles acrescenta que houve uma decisão de comprar os produtos dessas micro e pequenas empresas, que representam mais de 90% desses negócios no país e que geram mais de 70% dos empregos. A principal arma usada foi a internet, que ajudou a dar visibilidade e a fazer com que essas empresas continuassem no mercado. Mas nem todas sobreviveram. De 5% a 7% fecharam as portas. Quando a situação parecia estar sob controle, veio a segunda onda da pandemia, que também afetou fortemente as empresas. Segundo Melles, o auxílio emergencial e o Programa de Incentivo as Empresas, do governo federal, remediaram bem e ajudaram essas empresas a se manterem. Mas Carlos Melles disse que o que valeu mesmo foi a vacinação. Em maio, todos acima de 60 anos estavam vacinados e alguns setores já estavam apresentando um desempenho bem melhor. Em agosto essa melhora foi detectada em pesquisas, que foram confirmadas em setembro e desde então, a retomada está sendo muito interessante, no aspecto econômico. Mas energia, aluguel, combustível e alimentação têm impactado nesse segmento. O custo para manutenção das atividades aumentou muito em um curto período. Um dado importante, segundo ele, é a recuperação do setor de serviços, e que está fazendo acreditar que o pior da pandemia já passou. Apesar do quadro, pelo menos 43% dos Microempreendedores Individuais estão inadimplentes, e o mesmo acontece em relação aos inscritos no Simples. Houve um acordo com o governo para não cortar essas empresas do sistema, para que elas possam ser reenquadradas. Mas a vacinação, segundo Melles, é a única solução para a retomada da economia, após 18 meses de reclusão e sofrimento. Ele acredita que o país fechará o ano com um crescimento de 5%, mas pondera que “a verdade é que o consumo continua na alimentação. O comércio andou bem, os supermercados cresceram e alguns tiveram desempenho impressionante, como os pet shop. Alguns ainda aguardam para a retomada, como é o caso do turismo, que deve voltar junto com o setor de eventos. Em novembro, estaremos na plenitude da vacinação e na retomada da economia”. A Live teve o apoio da Anglo American, Drogaria Araujo, Lider Aviação, Mercantil do Brasil, Saint Andrews – Gramado/RS, SISTEMA FECOMERCIO MG – (SESC | SENAC e Sindicatos Empresariais) e Usiminas.  (Foto reprodução internet)

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