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Página inicial - Blog do PCO Paulo César Oliveira

Hélio Garcia fez escola


Fernando Collor enfrentava momentos de pressão elevada, com o PT, em especialmente, pressionado pelo impeachment. Resolveu, como Dilma faz agora, promover uma reforma ministerial, abrindo espaços para novos aliados como forma de melhorar o clima no Congresso. O alvo eram os “tucanos”. Um dos nomes que o ex presidente queria colocar em sua nova equipe era de um “tucano” mineiro dito e havido como adversário ferrenho do então governador Hélio Garcia. Cauteloso, Collor mandou um emissário a Belo Horizonte para sondar qual seria a reação do governador caso a nomeação do adversário fosse feita. Chegou ao final da noite às escondidas, saiu no início da madrugada do Palácio das Mangabeiras, do mesmo modo, com a resposta de Helio Garcia de que não haveria qualquer resistência do governo mineiro que, entre ministérios e verbas, preferia as verbas. Tudo foi feito dentro do que reza a cartilha de quem sabe fazer política e permaneceria em segredo se, tempos depois, Hélio Garcia não tivesse contado o caso para, brincando com os repórteres setoristas do palácio, dizer que a imprensa só  fica sabendo aquilo que se tem intenção de tornar público. E aí é que entra o questionamento. Por qual razão Lula teve o interesse de deixar vazar seu encontro com o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados? Mais, porque os assessores de ambos não fizeram qualquer questão de esconder o fato, confirmando até que a conversa foi sobre o possível andamento de um pedido de impeachment da presidente. Lula teria pedido a Cunha que segurasse o pedido, deixando-o dormir nas gavetas até que a pressão sobre a presidente diminua. Foi como dizer, para que todo mundo ouvisse, que a presidente está fraca politicamente e que um pedido assim, como ocorreu com Collor, seria aprovado com facilidade até, parece, com o apoio do PT. Erra quem pensa que a ação de Lula está fora da cartilha política. Não, não, está bem dentro. É o capítulo um, do subtítulo “Da fritura de um presidente”. Quem quiser, que confira a cartilha.

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