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Talento brasileiro


Por João Doria Jr.

O empreendedorismo é um talento brasileiro, que evidencia o quanto o Brasil tem capacidade para se tornar um país de primeiro mundo.  Embora atravessemos um dos piores cenários dos últimos 50 anos, não há crise que faça o empreendedor desistir. Há paixão, muito trabalho e capacidade para enxergar oportunidade onde muitos veriam apenas um problema. Por isso, sou grande entusiasta do empreendedorismo brasileiro.

O DNA do brasileiro para se lançar a novas empreitadas pode ser comprovado pela última pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, feita pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade. Neste estudo, o país aparece no topo do empreendedorismo, à frente de potências como China, EUA, Reino Unido, Japão e França.
Os números são bastante estimulantes. Hoje, 34,5% dos adultos entre 18 e 64 anos no Brasil possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. São quase 8 pontos percentuais à frente dos chineses, com taxa de 26,7%. Entre as economias em desenvolvimento, a taxa brasileira é superior à da Índia (10,2%), África do Sul (9,6%) e Rússia (8,6%).

Alheios às crises política e econômica, ao PIB decrescente e à atrofia do consumo, 3 em cada 10 brasileiros estão empreendendo. Em 10 anos, a taxa de empreendedorismo cresceu 11%. Deste total, metade corresponde a empreendedores novos – com menos de 3 anos e meio de atividade – e a outra metade aos donos de negócios estabelecidos há mais tempo.  Dois dados são bastante interessantes no estudo. O primeiro é o de que mais empreendedores permanecerem no mundo dos negócios, o que demonstra que as pessoas estão preparadas para se lançar na nova atividade, e não há tropeço do governo ou instabilidade econômica que as desanime a seguir em frente. O segundo é que a maioria dos que começam são motivados por uma oportunidade de negócio e não pela necessidade.

Ainda segundo o Sebrae, a cada ano 500 mil novas empresas são incorporadas à economia, sendo 99% de pequeno porte. Juntas respondem por 27% do PIB, 52% dos empregos formais e 40% da massa salarial. Uma magnitude que ganhou impulso com ações federais, como criação e ampliação do Supersimples, que passou a admitir empresas com teto anual de faturamento de R$ 3,6 milhões ao ano. Porém, ainda temos excessos burocráticos e tributários que não permitem o empresário tomar fôlego para investir. O pequeno e médio empresário conta ainda com auxílio do próprio Sebrae – um agente de capacitaçãoe de promoção do desenvolvimento.

Apesar dos avanços, temos pela frente o desafio de melhorar a competitividade – quesito em que o Brasil amarga péssimo rendimento. Está em penúltimo lugar em ranking elaborado pela CNI, que inclui 15 países. Só ganha da Argentina, que passa por uma colossal crise. E o melhor caminho para aumentar a competitividade é inovar. Não apenas investir em novas tecnologias, mas pensar e repensar modelos de negócios, desenvolver processos para reduzir custos e gerar eficiência.
Somos uma nação empreendedora por natureza. Mesmo remando contra maré do pessimismo econômico e político que assola o nosso país. Esta é a nossa vocação.

João Doria é presidente do Lide –  Grupo de Líderes Empresariais

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