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Atrasos salariais não estão nos planos. Mas também não estão fora deles

Paulo César de Oliveira
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O secretário José Afonso Bicalho, da Fazenda, disse que trabalha para que não aconteça, mas não garante que não haverá atrasos de salários do funcionalismo mineiro. Bicalho, que esteve ontem na Assembleia Legislativa para apresentar um relatório financeiro do primeiro quadrimestre do ano, afirmou que ainda que o Tesouro estadual não suporta um reajuste de 4,62 para todo o funcionalismo, como proposto pelo governo anterior. Um reajuste nestes índices teria um impacto de R$ 1 bilhão na folha de pagamento. Ele não prevê qualquer reajuste linear para os servidores. Sobre o reajuste dado aos professores, dentro de uma estratégia para se colocar o salário da categoria dentro do piso nacional da educação, o secretário disse apenas que espera conseguir pagar. Pouco afirmativo e muito reticente na entrevista, logo após participar da reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia, o secretário estadual da Fazenda reafirmou que há um déficit orçamentário no Estado que tem uma previsão de receita de R$ 81 bilhões em 2015 e uma despesa estimada em R88,6 bilhões. Este déficit, segundo ele, poderá ser maior ou menor ao final do ano, dependendo da receita. Bicalho atribuiu o déficit aos reajustes salariais concedidos pelo governo desde 2011 que, segundo ele, não tinham lastro na receita. Bicalho (foto) disse que a folha salarial dos servidores mineiros subiu R$ 5 bilhões nos últimos anos.

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