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O otimista Tombini

Paulo César de Oliveira
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O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini (foto), disse nessa terça-feira (15), em audiência no Senado, que a inflação iniciará 2016 em forte queda. Tombini disse que a inflação neste ano foi influenciada pelo realinhamento de preços internos em relação aos externos, e dos administrados em relação aos livres. Ele citou, como exemplo de alinhamento de preços administrados, o aumento de quase 50% dos preços da energia elétrica no primeiro semestre. Tombini disse ainda que o processo de ajuste da economia, com corte de gastos, proposta de aumento de tributos e a elevação já feita na taxa básica de juros, a Selic, “contribuirá para uma dinâmica mais favorável da inflação”. “Nesse contexto, a manutenção do atual patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é condição necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016”, acrescentou.

 

Objetivo é baixar inflação, sem compromissos com taxas de juros

Para tentar trazer a inflação para a meta, o BC elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. Depois desse ciclo de alta, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no início do mês, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano. Ao reajustar a Selic para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao manter a Selic, o BC indica que ajustes anteriores foram suficientes para produzir os efeitos esperados na economia. O BC costuma dizer que os efeitos de elevação da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer. De acordo com Tombini, o objetivo do BC é evitar uma segunda rodada de aumento de preços, atingindo 2016. Segundo ele, se o ponto de convergência da inflação fosse este ano, a política de elevação da Selic seria “extremamente agressiva”. Sobre o câmbio, Tombini disse que a atuação do BC é para assegurar a estabilidade financeira e reduzir as fortes oscilações no mercado. “Não temos qualquer objetivo em relação à taxa em si”, acrescentou.

 

Funcionários em busca de benefícios

Durante a audiência, cerca de 20 servidores do BC fizeram uma manifestação, levantando cartazes. Eles querem a contratação de concursados aprovados, alinhamento dos salários de procuradores (carreira jurídica) com de analistas (nível superior) e que os técnicos voltem a receber 50% do salário de analistas. Tombini disse que é fundamental a harmonia entre as carreiras na instituição. Ele também disse que o banco é “uma instituição enxuta”. “Está sempre na minha preocupação termos funcionários à disposição do banco”. Ele acrescentou que está trabalhando para o suprimento de pessoal.

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