"Temos hoje como método de governança um modelo cleptocrata”. Frases cortantes como esta são afirmações corriqueiras para Gilmar Mendes (foto), ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), palestrante do ALMOÇO-DEBATE do LIDE - Grupo de Líderes Empresariais, que acontece na segunda-feira, 23 de novembro. Com o tema “Poder Judiciário, Legalidade e Cidadania”, o encontro contará com 400 CEOs, líderes empresariais do país e autoridades no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Após 12 anos de administração petista no Palácio do Planalto, Mendes é o último ministro remanescente no STF que foi nomeado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB. Dos 11 ministros que integram o STF, oito foram escolhidos por Luís Inácio Lula da Silva ou Dilma Rousseff. Outros dois foram nomeados antes de Mendes: o ministro Celso de Mello, por José Sarney, e o ministro Marco Aurélio Mello, por Fernando Collor. Além de ministro da mais alta Corte judiciária brasileira, o mato-grossense, de 59 anos, exerce o cargo de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo um dos responsáveis por analisar a ação que pede a impugnação do atual mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer por suposto abuso de poder político e econômico na eleição de 2014. Rebatendo críticas de que adotaria posturas diferentes em casos relacionados ao PT, o ministro afirmou em recente entrevista à BBC Brasil que “há amizades que desonram e inimizades que honram”. “E eu fico muito orgulhoso tanto das minhas amizades quanto das minhas inimizades”, concluiu Mendes.