A reforma administrativa pretendida pelo governador Fernando Pimentel (foto) será mais ampla do que o previsto inicialmente. Além de extinguir órgãos e fundir secretarias haverá um remanejamento de pessoal com o objetivo de tornar o Estado mais eficiente, segundo o governador. Cargos comissionados que não foram ocupados, devem ser extintos e não está descartado o corte de outros, com demissão de alguns servidores contratados. O objetivo da mudança é o de chegar a uma economia perto de um bilhão de reais. Segundo o governador, o estado teve uma forte queda na arrecadação e o fluxo de caixa “está baixíssimo”.
Compreensão para uma situação dramática
Fernando Pimentel pediu compreensão aos servidores públicos, que receberão os seus salários com atraso até o mês de março, diante da crise financeira do Estado que define como “dramática, talvez a pior da história de Minas. "O nosso compromisso é manter os salários em dia, é pagar os servidores aquilo que eles merecem de maneira adequada, dar segurança ao servidor público. Para isso, nós precisamos de um pouco de compreensão. O nosso fluxo de caixa está baixíssimo, caiu demais a arrecadação, então estamos fazendo todo o esforço para não prejudicar o serviço público oferecido à população de Minas Gerais", argumentou o governador. Está prevista uma reunião entre representantes do governo e dos servidores amanhã. Serão apresentador os dados da arrecadação do estado e as perspectivas para os próximos meses. Além disso, o governo vai apresentar o cronograma de pagamento para os próximos meses, que pode ser escalonado. Sindicalistas ligados à área de segurança já ouviram do secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, as explicações sobre o desempenho da economia mineira. Os militares, que tiveram reajuste este mês, prometeram não participar de movimentos grevistas. Os delegados já anunciaram que, se mantido um cronograma de pagamento com atrasos, vão paralisar seus trabalhos no quinto dia útil do mês, só voltando às atividades no dia do pagamento.