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Governo vai tentar convencer Conselhão de que tudo vai melhorar

Paulo César de Oliveira
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A presidente Dilma Rousseff escalou seus principais auxiliares da área econômica para discursar durante reunião, hoje, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Embora a intenção do governo seja ouvir as sugestões dos conselheiros, o formato da primeira reunião, após a reativação do órgão, prevê que pelo menos cinco ministros façam apresentações, além da própria presidente. O discurso de Nelson Barbosa (foto), titular da Fazenda, é o mais aguardado devido à possibilidade de anunciar medidas econômicas para salvar o país do momento de retração atual. Ontem Dilma se reuniu com oito ministros para discutir os preparativos para a reunião, entre eles, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ela pediu que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, dê as linhas gerais sobre ações que o governo pretende concentrar este ano no âmbito das exportações, no intuito de retomar a economia. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão, falará aos conselheiros sobre a reforma administrativa que vem sendo conduzida pelo governo para eliminar gastos públicos. Também estão previstas as falas da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que prepara material sobre o combate ao mosquito transmissor do vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês. A ideia é que após o encontro desta quinta, o Conselhão crie grupos temáticos para receber as colaborações de forma mais sistematizada.

 

Debate com a Câmara

Na próxima terça-feira, o ministro da Fazenda participa da primeira reunião do ano do governo com os líderes da base aliada na Câmara. O objetivo é conversar com os deputados sobre os temas discutidos no Conselhão, fazendo um apelo para que se empenhem na aprovação de propostas que estão em análise no Congresso Nacional como a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite o uso livre de parte da arrecadação pelo Executivo, e o projeto que trata da taxação de bens de capital.

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