*A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou nessa segunda-feira duas representações movidas contra o juiz Sergio Moro (foto), da 13ª Vara Federal de Curitiba. Uma das ações pedia que Moro fosse declarado suspeito na condução da “Lava Jato” por ter ordenado “condução coercitiva desnecessária” do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para prestar depoimento na Polícia Federal no começo de março deste ano. A outra representação arquivada nessa segunda foi feita pelo advogado alagoano Antônio Nery da Silva Júnior, que pediu o afastamento de Moro da condução da operação por suposta parcialidade; violação de sigilo das interceptações telefônicas; usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal por conta das interceptações telefônicas da presidente afastada Dilma Rousseff, que detém prerrogativa de foro por função; e interceptação telefônica de ramal pertencente a escritório de advogados do ex-presidente Lula.
*O executivo e ex-ministro Pedro Parente foi nomeado presidente da Petrobras e membro do Conselho de Administração da estatal nessa segunda-feira, após a renúncia de Aldemir Bendine do posto. Parente assume o cargo a partir de hoje, mas a expectativa é que cerimônia de posse ocorra somente na quinta-feira. O diretor de Recursos Humanos, Segurança, Meio Ambiente e Saúde e Serviços, Hugo Repsold Júnior, exercerá interinamente as funções de presidência da estatal. Aldemir Bendine renunciou ao cargo de presidente-executivo da Petrobras em carta enviada ao Conselho de Administração no fim da manhã de ontem, abrindo caminho para a formalização da indicação de Parente pelo colegiado. Parente já tinha passado pelo teste de integridade, que consiste na avaliação pela estatal de possíveis problemas jurídicos que envolvem o nome do indicado para a presidência.
*Ontem, na véspera de entregar o seu parecer sobre o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o relator no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), disse que o seu voto não irá considerar as suspeitas de recebimento de propina por parte do peemedebista. Rogério ressaltou que irá respeitar decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), e limitará o seu voto à acusação de que Cunha mentiu sobre a existência de contas bancárias no exterior. Ele deverá propor a cassação do mandato de Cunha.