A dívida dos hospitais filantrópicos com os bancos, que chega a R$ 13 bilhões, poderá ser renegociada ainda neste ano. As novas condições devem ser divulgadas a partir de setembro, após a votação do impeachment no Congresso Nacional. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo (foto), disse ontem, em Belo Horizonte, onde participou de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia, que nos 40 dias em que está à frente do cargo, encontrou uma série de desafios, entre os quais cerca de 2 mil processos de credenciamento estagnados e a utilização de 120 softwares na pasta, dificultando a obtenção e o acompanhamento de informações.
Os desafios são muitos
Foram identificados R$ 3 bilhões em pedidos de credenciamentos aguardando análise e liberação, a maior parte na fila há dois anos, mas o desafio é liberar as demandas ainda neste ano. Figueiredo ponderou que as solicitações de novos credenciamentos junto ao SUS devem ser feitas e analisadas de forma racional e pensando em rede. "O novo desafio é como fazer com que os repasses cheguem mais rápido aos prestadores de serviços". Francisco falou, ainda, que o montante total da dívida dos hospitais chega a 22 bilhões de reais. A parte devida aos bancos está sendo negociada, segundo ele, junto a instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES, no sentido de ampliar o prazo de pagamento e garantir carência.