A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de avaliação de contas públicas ligado ao Senado, avalia que o déficit primário (receitas menos despesas antes do pagamento de juros) do setor público (União, Estados e municípios) será de R$ 182 bilhões em 2017, ou seja, R$ 39 bilhões maior do que a meta do ano, de R$ 143 bilhões. Para cumprir a meta de 2017, de acordo com a entidade, seria necessária uma queda real (descontada a inflação) de 0,5% nos gastos. Entretanto, com as novas regras aprovadas na PEC do Teto, o governo pode gastar neste ano 7,2% a mais do que no ano passado, descontada, a inflação projetada para o ano, o crescimento permitido nos gastos é superior a 2%.