Sem a participação de deputados federais, foi realizado ontem mais um ato em defesa do encontro de contas entre o estado e a União, desta vez na prefeitura de Belo Horizonte. Mesmo sem ter quem levasse as argumentações do governo de Minas até Brasília, o governador Fernando Pimentel (PT) aproveitou para dizer que “num estado como Minas Gerais, no qual praticamente metade da economia é exportadora, com o minério e o café, a Lei Kandir foi um desastre para as finanças públicas. Queremos o encontro de contas abatendo esse valor das dívidas que nós temos com a União. Assim, Estado e municípios poderão equilibrar as finanças e fazer o que precisam fazer, que é prestar serviços públicos de boa qualidade. Vamos cobrar de Brasília que faça o que é justo: devolva à Minas aquilo que nos foi tirado”. Pimentel (foto) era secretário da Fazenda na prefeitura quando foi lançado o Plano Real. Na época orientou o então prefeito Patrus Ananias a adaptar as contas do município a nova ordem econômica, por acreditar que o plano daria certo. Durante o ato de ontem, no entanto, Pimentel falou que a Lei Kandir surgiu por causa da política suicida do plano real de igualar o dólar ao valor do real.