Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes (foto) e Dias Toffoli, defendem que policiais federais e delegados deveriam ser proibidos de dar entrevistas à imprensa após o cumprimento de diligências em operações de investigação. Para eles, a narrativa da PF e do Ministério Público divulgada pelos meios de comunicação expõe indevidamente os envolvidos, violando o direito ao contraditório, a ampla defesa e a presunção da inocência. Um dos argumentos de Gilmar Mendes, é que alguns comunicados podem levar a reações drásticas, como na ação que levou Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, ao suicídio em outubro de 2017, e da operação “carne fraca”, que causou pânico na população. Para Toffoli, a PF não determina a prisão. Essa responsabilidade é do juiz, ela só executa. O assunto foi tema de discussão no site Conjur.