O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, decidiu se manifestar de forma veemente em relação a Medida Provisória do Frete Mínimo. Em nota, o líder empresarial disse que repudia enfaticamente a decisão do governo federal de instituir a Política de Preços Mínimos dos Transportes Rodoviário de Cargas para atender exigências dos caminhoneiros em greve. Para ele, a medida impõe graves prejuízos à população e preocupa fortemente a indústria brasileira por impactar, a um só tempo, as duas pontas do processo econômico – a produção e o consumo. “Ao elevar desmesuradamente o preço dos fretes, com aumentos que chegam a 200% em muitas regiões do país, o tabelamento aumenta o preço final dos produtos, subtrai competitividade das empresas, inibe o consumo e ameaça o processo de controle inflacionário”.
Prejuízos de Minas Gerais
Flávio Roscoe (foto) argumenta que em Minas Gerais, os prejuízos causados à indústria são ainda maiores e mais graves. “Como a principal demanda de fretes no estado ocorre com bens de menor valor agregado, o peso do frete no custo final dos produtos é substancialmente mais forte. O perfil do transporte de carga em Minas Gerais, em razão da integração dos modais rodoviário e ferroviário, é preponderantemente de curta distância e esta é mais uma variável, contida na MPV 832/2018, que contribui para aumentar ainda mais os preços do frete”.