O secretário de Desenvolvimento Econômico do governo de Minas, Vítor de Mendonça Filho (foto), disse ontem, em palestra no Conexão Empresarial, evento promovido pela VB Comunicação, no Espaço V, em Nova Lima, que a realidade fiscal do Estado é grave, mas o governo de Minas conta com o aval dos deputados estaduais para aderir ao programa de ajuste fiscal do governo federal. Se isto acontecer, serão três anos sem o desembolso dos recursos do pagamento da dívida do Estado para com a União, com prorrogação por mais três anos.
#VemPraMinas
Na sua apresentação para empresários e autoridades, Vítor de Mendonça falou das dificuldades herdadas pelo atua governo e do esforço feito para tornar a administração eficiente, inovadora e a serviço das pessoas. Ele trabalha com um plano de estruturação de metas, que deve ser concluído até setembro e que tem como destaques os programas #VemPraMinas; Programa Estadual de Desestatização; Minas + Gerais; Acelera Minas; Interior Forte e o Minas Integra.
O secretário acredita que o acerto de contas com a União vai dar tempo trabalhar na busca de investimentos para o Estado.
Privatizações
Vítor de Mendonça também afirmo, no Conexão Empresarial, que “somos um estado que pretende vender todas as suas estatais”, para tanto, vai buscar a aprovação da Assembleia Legislativa ma no caso da venda das ações da Cemig, terá que passar também pelo crivo da população. Um dos argumentos do secretário para justificar a privatização está, por exemplo, na dificuldade do governo em arrumar recursos para fazer os ajustes necessários na Cemig, que precisa de um aporte de R$ 21 bilhões. Mas um dado chama a atenção: segundo o secretário a Cemig antes das eleições tinha um valor de mercado de R$ 10,4 bilhões, depois das eleições passou para R$21,1 bilhão e pode chegar a R$ 36 bilhões, se fizer os investimentos necessários. O governo também pode vendar as subsidiárias da Cemig, que podem ser levadas ao mercado sem passar pela aprovação da Assembleia Legislativa.
Desperdício
A Copasa, que está na lista das privatizações, também precisa passar por ajustes. Segundo o secretário, de cada 10 litros de água tratada, a estatal perde 4 litros. Esse fator eleva o valor da tarifa para o consumidor e mostra a ineficiência da empresa. Assim como a Cemig, a Copasa também teve uma valorização após as eleições. O seu valor passou de R$ 5 bilhões para R$ 8 bilhões e pode chegar a R$ 14 milhões, se o governo fizer o seu dever de casa.