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Lockdown é a única medida que amenizaria nosso drama

Paulo César de Oliveira
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O combate à pandemia e ao coronavírus ainda está tateando. É como sempre digo: ninguém sabe de nada, muito menos o presidente Jair Bolsonaro. Em janeiro de 2.020 quando a traiçoeira doença começou a se espalhar pelo mundo através da China, eu dizia aos que me perguntavam, que ninguém, naquele momento, sabia algo concreto sobre como tratar os infectados, e que médicos e cientistas estavam perdidos. Sabe-se hoje, que o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool em gel – com mais certeza os dois primeiros- ajudam a evitar a propagação do vírus. Medidas como estas, no entanto, não funcionam sem que sejam estimuladas por líderes capazes de influir no comportamento da população, sempre refratária a aceitar, mesmo comprovadamente para o seu bem, medidas que entende como cerceadora de sua liberdade. A situação fica ainda pior quando, deliberadamente, oportunistas insistem, em proveito próprio, fomentar a perigosa e explosiva mistura de política com religião. Com tantos erros e descuidos de governantes, irresponsabilidade da população e ganância de muitos, seguimos sem rumos no enfrentamento de uma doença que já nos custou perto de 350 mil vidas e atingiu a mais de doze milhões de brasileiros que, admite a ciência, poderão apresentar sequelas mais adiante. Assim como alguns países mais sérios e responsáveis do que o Brasil, onde o presidente desestimula o povo a seguir orientações das autoridades sanitárias, e estimula o uso de medicamentos sabidamente ineficazes num suposto tratamento precoce – um dia a história há de nos mostrar as razões desta insensatez- precisamos ter a coragem de assumir práticas mais severas para o controle da pandemia. O certo mesmo seria um lockdown de 21 dias no país, como defende o neurocientista Miguel Nicolelis (foto), brasileiro que reside nos Estados Unidos. Para ele, esta é a única medida capaz de evitar a carnificina que se avizinha. Estudos indicam que o Brasil poderá atingir mais de 550 mil mortes até julho. Mas não é assim que pensa o governo. Bolsonaro e seus fiéis vassalos, insistem na necessidade de manter ativas as atividades econômicas, mesmo que isto custe milhares de vidas e consuma bilhões de reais em investimentos sem retorno na saúde. A esperança de salvação está na vacinação em massa, medida que não conseguimos implementar por inépcia do presidente que insiste em politizar o assunto, buscando o confronto com governadores, como João Doria, que se mostram mais ágeis e eficientes na compra e aplicação das vacinas. Enquanto isso... 

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