À sombra do porta-aviões que circula pelo Caribe, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reunir cúpulas militares na Casa Branca para examinar cenários de intervenção na Venezuela. Oficiais fizeram visitas sucessivas, enquanto o presidente recebia um cardápio de alternativas e mantinha a indecisão como tática. A consulta ocorreu um dia após o anúncio da Operação Lança do Sul, lançada sem metas explícitas. “Não posso dizer qual seria a decisão, mas já me decidi”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. Washington monitora os movimentos internos do regime Maduro e vê o líder venezuelano acuado. Desde agosto, os EUA ampliam sua presença militar, com 10 mil soldados e o porta-aviões Gerald R. Ford diante da costa. Trump não descarta ofensiva, também, na Colômbia. Da Venezuela, Nicolás Maduro (foto/reprodução internet) reage conclamando sua população e mobilizando 200 mil militares. Em ambos os lados, reina a inquietação típica de um continente à beira de um episódio histórico.











