O calendário eleitoral de 2026 deve provocar uma reformulação no primeiro escalão do governo federal, com 20 dos 38 ministros deixando seus cargos até abril para a desincompatibilização prevista na legislação eleitoral. Um dos desfalques mais sensíveis pode ser o da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política com o Congresso. Deputada licenciada, ela deve deixar a pasta para renovação de mandato parlamentar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto: Valter Campanato/Agência Brasil) tem sinalizado preferência por integrar a coordenação da campanha presidencial, mas é pressionado pelo PT a disputar o Senado ou o governo de São Paulo. Caso concorra ao Senado ou ao governo paulista, Geraldo Alckmin terá de deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mas não precisará se afastar da vice-presidência. A tendência, neste momento, é a manutenção de Alckmin na chapa de Lula para a disputa da reeleição. Seu desempenho nas negociações comerciais com os Estados Unidos foi elogiado publicamente pelo presidente em mais de uma ocasião.











