Sidônio Palmeira (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) que se cuide. O escândalo envolvendo o Banco Master deixou de ser apenas um caso financeiro: passou a corroer a credibilidade do STF e, por tabela, a contaminar o ambiente político-eleitoral. A condução apressada, improvisada e personalista de ministros — inclusive com decisões tomadas à distância, em clima de férias — não esclareceu nada além do que já se sabia. Pior: alimentou a impressão de um Supremo sem rumo claro. O resultado é devastador. A crítica à Corte, antes restrita a nichos radicalizados, tornou-se socialmente aceitável. Em ano eleitoral, isso respinga direto no governo, ligado politicamente à imagem do Tribunal. Aqui, a percepção pública é o fato decisivo.











