Nicolás Maduro (foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) bateu às portas da Justiça americana e, com a solenidade possível para quem chega algemado nos tornozelos, disse-se inocente de tudo: narcoterrorismo, tráfico de cocaína, armas e explosivos — a lista é longa, a paciência do tribunal, curta. Em Nova York, na primeira audiência, ouviu as acusações com fone de ouvido e um discurso pronto: seria um “prisioneiro de guerra” do governo Trump, não um réu comum. A sessão serviu apenas para formalidades; o jogo real começa em março, quando ele e a esposa deverão depor. Até lá, a retórica tenta salvar o prestígio que os fatos, teimosos, ameaçam soterrar.











