O governo prometeu o imposto em tempo real, mas a realidade impôs cronograma: o famoso split payment ficou para 2027. Não é detalhe técnico, é confissão de despreparo. Segundo a Secretário Especial da Receita Federal do Brasil, comandada por Robinson Sakiyama Barreirinhas (foto: Washington Costa/MF Divulgação), a engrenagem que deveria separar automaticamente a parte do Estado no momento da compra – deixando o contribuinte sem chance de sonegar – ainda não tem musculatura tecnológica nem no sistema financeiro, nem nas empresas. Vende-se modernidade, entrega-se adiamento. O plano é ambicioso: recolher IBS e CBS no ato, sem declarações posteriores, com bancos, Fisco e empresas conectados por APIs. Parece o Brasil entrando no século XXI; por enquanto, é o Brasil pedindo prazo. A promessa continua brilhando. A execução, tropeçando.











