A valorização do real em 2025 desafiou a lógica do mercado à vista. Mesmo com forte saída líquida de dólares, a moeda brasileira se apreciou, ancorada em dois vetores claros: juros domésticos elevados e o enfraquecimento global do dólar. Esse diferencial estimulou apostas favoráveis ao real no mercado de derivativos, que acabaram compensando o fluxo cambial negativo observado nas operações tradicionais.
Do lado oficial, a atuação do Banco Central do Brasil foi pontual. Gabriel Galípolo (foto: José Cruz/Agência Brasil) comandou apenas duas intervenções, de US$ 1 bilhão cada, via “casadão” — venda de dólares das reservas combinada com swaps cambiais reversos. O objetivo foi cirúrgico: aliviar o custo dos juros em dólar sem pressionar o câmbio.
O resultado expõe um mercado em que expectativas e arbitragem financeira pesaram mais do que o fluxo físico de moeda.











