O acordo entre Mercosul e União Europeia muda o jogo para o agronegócio brasileiro. Ao prever a eliminação de tarifas para boa parte da pauta exportadora, ele eleva a margem do produtor e amplia o acesso ao mercado europeu. Suco de laranja, frutas, café solúvel e carnes processadas largam na frente, com ganhos imediatos. Nos grãos, o impacto é menos tarifário e mais institucional: a soja já entra quase sempre com imposto zero, mas o tratado cria previsibilidade, segurança jurídica e regras estáveis para o longo prazo. Para o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasi (CNA), João Martins (foto: José Cruz/Agência Brasil), a abertura da Europa é uma aposta estratégica para reduzir a dependência da Ásia e diversificar destinos. A parte comercial do acordo entra em vigor de forma provisória, enquanto o texto completo ainda terá de passar por votações no Parlamento Europeu e nos países do bloco. É uma travessia longa, mas o porto é promissor.











