Às vésperas do recesso, o presidente Lula (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) anunciou que buscaria Donald Trump para discutir a escalada entre EUA e Venezuela, apostando numa saída diplomática. A conversa nunca ocorreu. Duas semanas depois, militares americanos prenderam Nicolás Maduro em Caracas, mudando o tabuleiro sem aviso prévio a Brasília. Desde então, o presidente brasileiro falou com a liderança venezuelana no próprio dia da operação e, em sequência, com Colômbia, México, Canadá e Espanha. O único silêncio relevante veio de Washington. O contraste sugere um Brasil ativo no entorno, mas ausente no centro da decisão — sinal de que a ponte com Trump, prometida, não foi erguida quando mais importava.











