A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig), presidida pelo prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (foto: arquivo), alerta que o mercado global de minério de ferro caminha para 2026 sob um cenário de preços mais pressionados, demanda ainda enfraquecida e aumento da oferta internacional. O Brasil, que é o segundo maior produtor, arrecadou em 2025 aproximadamente R$ 7,9 bilhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), crescimento de pouco mais de 6% em relação a 2024, quando a receita somou R$ 7,4 bilhões.
Apesar do avanço da arrecadação, o desempenho de 2025 ocorreu em um ambiente de queda nos preços internacionais do minério. A cotação média do produto com teor de 62% de ferro ficou em US$ 101,98 por tonelada, retração de 7,6% em relação a 2024, quando o valor médio foi de US$ 110,34. O câmbio amenizou perdas, mas não eliminou os riscos estruturais. As projeções para 2026 indicam um mercado mais desafiador e um recuo no preço médio anual do minério de ferro na China ficando em cerca de US$ 94 por tonelada, uma queda aproximada de 7% em relação à média de 2025.











