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Com tarifa ou sem discurso, a China ainda precisa do boi brasileiro

Paulo César de Oliveira
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A China, de Xi Jinping (foto: Xinhua) resolveu apertar o torniquete. A partir de 2026, quem vender carne bovina além da cota paga pedágio pesado: tarifa extra de 55%. Parece ameaça, mas é mais encenação do que ruptura. Pequim continua dependente da carne importada porque seu rebanho encolhe e o apetite urbano só cresce. Não há milagre protecionista que resolva isso no curto prazo. Nesse jogo, o Brasil saiu na frente. Levou 1,1 milhão de toneladas da cota — mais de 40% do total — e manteve o posto de açougueiro preferencial da China. O motivo é simples e brutal: preço. A arroba brasileira custa cerca de US$ 4 por quilo. Na China, passa de US$ 9. Quando a conta fecha assim, a ideologia fica no freezer. Para Fernando Galletti de Queiroz, 52 anos, CEO da Minerva Foods, o cenário segue favorável, apesar do ruído regulatório e dos riscos sanitários que nunca dormem. A carne sul-americana continua barata, abundante e necessária. O resto é retórica administrativa.

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