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Pré-candidatura como moeda de troca

Paulo César de Oliveira
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Flávio Bolsonaro( foto: Lula Marques/Agência Brasil)


A ideia de que um filho de Jair Bolsonaro possa governar o país após a condenação do ex-presidente por tentativa de golpe mobiliza apenas os apoiadores mais crédulos do bolsonarismo. A aposta na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (foto: Lula Marques/Agência) se ancora num discurso antissistema inspirado na retórica de Donald Trump, mas esbarra numa contradição básica: se o “sistema” derrotou e prendeu o pai, não abrirá caminho ao filho. A estratégia, portanto, é menos eleitoral que defensiva. A pré-candidatura serve como ativo de barganha política para a família, cujo valor cresce enquanto reduz rejeição, mas tem teto claro, dada a inviabilidade eleitoral e o desgaste do caso das rachadinhas. Nesse contexto, Michelle Bolsonaro surge como articuladora junto ao Supremo Tribunal Federal, sinalizando que o discurso antissistema mobiliza bases, mas não resolve impasses institucionais.

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