Blog do PCO

O paradoxo do pleno emprego segundo Ricardo Amorim

Paulo César de Oliveira
COMPARTILHE
super banner topo 728x90 1
Ricardo Amorim

A análise de Ricardo Amorim (foto: Reprodução Internet) expõe, sem anestesia, a engrenagem torta do mercado de trabalho brasileiro. O desemprego cai, mas o gasto com seguro-desemprego explode. Não é milagre econômico; é contabilidade criativa do sistema. O truque está nos conceitos: para a estatística, desempregado é quem procura vaga; para o Estado, basta não ter carteira assinada. Soma-se a isso um cardápio de incentivos perversos — benefícios que punem a formalização — e o resultado é previsível: menos gente buscando emprego, mais gente vivendo no limbo.

O Bolsa Família, essencial como rede de proteção, vira armadilha quando não dialoga com o trabalho. Milhões fora da força de trabalho não aparecem na taxa de desemprego, mas aparecem na fatura fiscal. O paradoxo não é social, é institucional. E o sistema, do jeito que está, premia a inércia e penaliza a produtividade.

Resumo da ópera: o problema não é falta de emprego. É excesso de desalinhamento entre política social e mercado de trabalho. Quando o incentivo erra o alvo, o resultado também erra.

COMPARTILHE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

News do PCO

Preencha seus dados e receba nossa news diariamente pelo seu e-mail.