A caminhada liderada por Nikolas Ferreira rumo à “Brasília de Compostella” lembra, em versão política, o enredo do filme “A Grande Marcha”, inspirado na obra de Stephen King. No romance, em um futuro distópico dos Estados Unidos, jovens caminham até a exaustão sob regras cruéis: quem parar morre. Na BR-040, parlamentares de vários estados compraram a jornada para garantir visibilidade por uma “causa”, porém, quilômetros e quilômetros depois, exibem bolhas, joelhos inchados e necessitam de atendimentos médicos. Entre eles, o vereador Fernando Holiday, do PL-SP, que precisou ser levado para uma UPA, mas voltou a peregrinação de cadeira de rodas. (Foto: reprodução Instagram)
Fora da ficção, a dor não produz catarse literária, mas conteúdo para redes sociais e tensão real no trânsito. O roteiro, com vídeos em músicas para emocionar, transforma sacrifício em narrativa heroica, bem adequada ao tempo dos Legendários, ainda que o custo recaia sobre o sistema público e a segurança viária.










