O contrato do escritório da família de Ricardo Lewandowski (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) com o Banco Master tem sido apontado nos bastidores de Brasília como fator decisivo para a rapidez de sua saída do Ministério da Justiça, em 10 de janeiro. Embora o ex-ministro afirme ter se retirado do escritório de advocacia e suspendido seu registro na OAB após a posse, em 2023, sua mulher e filho e mantiveram o vínculo profissional, fato que amplia o risco de conflito de interesses num momento em que o caso Master ganhava tração institucional. Ao deixar o cargo antes do avanço da crise, Lewandowski poupou o presidente Lula de um afastamento formal e reduziu o potencial de desgaste ao Executivo, ainda que sustente motivos pessoais e acadêmicos para a decisão. Um bom exemplo para um certo outro ministro, cujo nome está fortemente envolvido no imbróglio.










