Em vez de tratar a fragmentação como obstáculo, a cúpula da direita passou a estimulá-la, incentivando a entrada de vários nomes da centro-direita na disputa presidencial, sem concentrar desde já o projeto em Flávio Bolsonaro. A orientação é que esses candidatos adotem discurso menos radical para atrair eleitores moderados que, em 2022, migraram para Lula. Entre os perfis citados estão Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e até o fundador do MBL, Renan Santos (foto: Cauê Del Valle/MBL). A leitura interna é pragmática: uma fatia estimada em 10% do eleitorado pode decidir a eleição. Ao pulverizar alternativas no primeiro turno, o partido tenta reduzir a força do petismo entre votantes avessos tanto ao PT quanto à extrema direita e preparar Flávio para disputar esse público num eventual segundo turno.










