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Privatização da Copasa segue no modelo Sabesp

Paulo César de Oliveira
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Romeu Zema (foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG),

O governo de Romeu Zema (foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG) avançou no desenho da privatização da Copasa, responsável pelo saneamento em 75% dos municípios mineiros. A proposta prevê oferta secundária de ações, com venda de até 50,03% da fatia estadual. O modelo replica a lógica da Sabesp: empresa sem controlador definido, mas aberta a um investidor estratégico com até 30% do capital. A aposta é dupla. De um lado, acelerar a universalização de água e esgoto até 2033, trazendo capital e expertise em infraestrutura. De outro, usar os recursos da venda para abater a dívida de Minas com a União. Para o mercado, o desenho agrada: governança reforçada, limitação de poder de voto a 45% e acordo de acionistas com vetos específicos ao Estado. Com ações em torno de R$ 51, há expectativa de valorização moderada. O caminho, porém, ainda exige aprovações societárias, aval de credores e janela favorável de mercado. Se sair do papel, a Copasa vira o segundo grande teste do saneamento privatizado no país — com Minas no centro do experimento.

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