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 Anotações, suspeitas e o teste de caráter do Supremo

Paulo César de Oliveira
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Dias Toffoli 21.06.2024 Andressa Anholete scaled

O ministro Dias Toffoli (foto: Andressa Anholete/STF) deixou rastro escrito. Antes do depoimento do diretor do Banco Central, anotou que buscaria “omissões” e “contradições”. Não era curiosidade acadêmica; era acareação dirigida. As perguntas foram desenhadas para caçar falhas na fiscalização que terminou na liquidação do Banco Master, em novembro. O quadro era indigesto: R$ 127 milhões em vencimentos imediatos, R$ 4 milhões em caixa. O gabinete do relator reagiu com o script padrão: investiga-se conforme as provas colhidas pelos órgãos competentes. Tradução livre: nada a explicar. O problema é outro. A Corte entra na abertura do Ano Judiciário sob suspeita direta, e o discurso do presidente Edson Fachin ganhou peso extra. Entre defender um código interno de conduta ou preservar a “colegialidade” como escudo, não há neutralidade possível. Ou se enfrenta a crise, ou se administra o silêncio.

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