A escalada dos metais preciosos pediu freio e ele veio. Para o administrador norte-americano, Paul Tudor Jones (foto: Paul Tudor Jones (Bloomberg/Getty Images), a alta dos últimos três meses foi rápida demais para se sustentar sem ajuste. O ouro atravessou, em sequência, os US$ 4.000 e US$ 4.500 por onça e flertou com US$ 5.500 em poucos dias de janeiro. A prata exagerou ainda mais: saltou de cerca de US$ 50 para perto de US$ 120. Havia fundamentos — compras de bancos centrais, dívida pública crescente, dólar enfraquecido e tensão geopolítica —, mas a velocidade entregava excesso. A correção veio pesada: queda de cerca de 16% no ouro e de quase 34% na prata, sob realização de lucros, leitura mais dura da política monetária e alavancagem excessiva. Passado o tombo, a recomposição começou. O ouro voltou à faixa dos US$ 4.500 e já opera acima de US$ 4.900. O alerta permanece: novas quedas ainda não estão descartadas.










