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Inflação abaixo de 4%: o vento vem de fora

Paulo César de Oliveira
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Gabriel Galípolo (foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Pela primeira vez desde o fim de 2024, o mercado passou a enxergar 2026 com inflação abaixo de 4%. O Boletim Focus, comandado por Gabriel Galípolo (foto: Lula Marques/Agência Brasil), divulgado pelo Banco Central desta semana cravou IPCA de 3,99%, a quarta queda seguida. Não é epifania fiscal nem conversão política: é o mundo empurrando. O dólar globalmente mais fraco e o câmbio doméstico mais comportado fizeram o trabalho que Brasília insiste em sabotar. O alívio externo tem sido suficiente para neutralizar, por ora, o ceticismo com as contas públicas e as tensões políticas internas. A inflação cede não por virtude interna, mas por gentileza estrangeira. O quadro se completa com juros ainda restritivos e a promessa de novas safras recordes. Alimentos mais baratos e insumos menos caros ajudam a segurar os preços e alimentam o otimismo de curto prazo. É desinflação com raízes no campo e no aperto monetário. O alerta permanece. Mercado de trabalho resiliente e gasto público elevado seguem como brasas sob o tapete. O cenário é melhor, mas frágil. O vento ajuda, basta saber se Lula não vai abrir a janela errada.

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