Ao confirmar presença no ato de 1º de março, na Avenida Paulista, convocado por Nikolas Ferreira para defender o impeachment de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e do presidente Lula, Romeu Zema (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) realiza mais que um gesto de alinhamento: executa uma manobra de posicionamento. É o primeiro entre os governadores com ambição presidencial a assumir compromisso com a manifestação — enquanto Ratinho Júnior silencia e Ronaldo Caiado se afasta da agenda local. A iniciativa ocorre quando sua pré-candidatura ainda não ganha tração nas pesquisas. No Novo, a leitura é que a crítica direta ao STF pode funcionar como vetor de visibilidade, sobretudo diante da cautela de aliados de Flávio Bolsonaro nesse terreno. Ao elevar o tom nas redes — pedindo o impeachment de Toffoli e insinuando desdobramentos no caso Master — Zema tenta ocupar um flanco político ainda em disputa: o do confronto institucional como ativo eleitoral. Uma aposta de alto risco em terreno movediço.










