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O dólar recua, mas a calmaria pode ser curta

Paulo César de Oliveira
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(foto Drew Angerer/Getty Images

A moeda americana caiu ao menor patamar em quase dois anos, cotado ao redor de R$ 5,15. Depois de superar os R$ 6 no início de 2025 e terminar aquele ano em queda, o dólar continua perdendo força em 2026. O movimento reflete a fragilidade fiscal e política dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, a entrada de recursos no Brasil, atraídos pelos juros elevados. Com a Selic em 15%, o país virou terreno fértil para o capital estrangeiro, que encontra aqui remuneração difícil de ignorar. Esse fluxo fortalece o real, reduz custos de importação e ajuda a conter a inflação. Mas o alívio tem prazo incerto. O câmbio segue dependente das decisões do Federal Reserve, que substituirá Jerome Powell (foto Drew Angerer/Getty Images ) da sua presidência em maio de 2026, do rumo das contas públicas americanas e, sobretudo, do ambiente político brasileiro. Com as eleições se aproximando, o dólar pode oscilar novamente. A moeda recua quando a confiança entra — e dispara quando ela sai pela porta.

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