Um relatório da Citrini Research, empresa fundada e dirigida por James van Geelen, investidor temático baseado em Nova York, lançou uma hipótese desconcertante: se a inteligência artificial atingir eficiência plena, poderá enfraquecer a própria economia que promete impulsionar. O estudo projeta desemprego superior a 10% nos Estados Unidos até 2028 e uma queda de até 38% no S&P 500. A lógica é paradoxal: a produtividade dispara, mas a renda deixa de circular, concentrada em algoritmos e no capital — o chamado “PIB fantasma”. Wall Street reagiu com prudência. Empresas como IBM, American Express, Mastercard e Uber tiveram expectativas revistas, enquanto o setor de cibersegurança perdeu mais de US$ 20 bilhões em valor. O temor é que a automação reduza salários, comprima o consumo e force novos cortes corporativos. Investidores agora recalculam riscos, setores vulneráveis entram em ajuste e governos começam a discutir impostos e mecanismos de transição. O avanço tecnológico, antes promessa de prosperidade, passa a ser tratado também como possível detonador de uma nova fragilidade econômica. (Foto: Reprodução/ Internet)










