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O voto que Lula não conquista

Por Paulo César de Oliveira
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Lula (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As últimas sondagens eleitorais trouxeram dois recados diretos: o presidente Lula (foto Marcelo Camargo/Agência Brasil) não avança e em alguns cenários recua, enquanto Flávio Bolsonaro ganha fôlego. O Planalto percebeu. Mas o dado que realmente corrói não é a oscilação geral é a muralha evangélica. Ali, Lula continua batendo e não entra. O impasse é antigo. Em 2022 já era assim e, passados quatro anos, quase nada mudou. Segundo o IBGE, evangélicos somam 26,9% da população, mas pesam mais do que o número sugere: mobilizam, vocalizam, influenciam. Os levantamentos confirmam o tamanho do problema. Em fevereiro, a Quaest registrou 61% de desaprovação ao governo nesse segmento, contra 34% de apoio. No início do mandato, eram 55% a 44%. Piorou. Tentativas de aproximação existiram, resultados não. No PT, há quem reconheça que Lula governa pelo próprio faro, convicto de que promessa cumprida é exceção, não regra. O eleitor evangélico percebe e reage. Para 2026, o diagnóstico é cristalino: se houver derrota, o caminho passa por aí.

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