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Garantia com desconto: o teto que encolhe no caixa

Paulo César de Oliveira
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Fernando Haddad (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quando o banco quebra, o investidor corre para o abrigo do FGC. A placa na porta promete até R$ 250 mil por CPF. Soa simples. Não é. Clientes do Banco Master, atolados em CDBs, descobriram que o teto tem pedágio. Um deles, no Rio, mantinha R$ 310 mil aplicados. Fez a conta óbvia: receberia R$ 250 mil. Caiu R$ 239,3 mil. O Imposto de Renda morde antes de o dinheiro aterrissar. A garantia é bruta; o crédito, líquido – e menor. A frustração cresce porque a comunicação é enevoada. Simuladores indicam o valor cheio. Corretoras vendem “proteção de até R$ 250 mil” como se fosse escudo blindado. No fim, o Leão aparece para cobrar sobre rendimentos embutidos na restituição do FGC. Não se discute a regra tributária, discute-se a transparência. Quem perde parte do capital já digere prejuízo. Descobrir que o teto prometido não é exatamente o que entra na conta amplia a sensação de jogo truncado. Em matéria de confiança, detalhe é tudo. Como Fernando Haddad (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil) explica isso? É o prejuízo sendo taxado. 

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