O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que o PIB cresceu 2,3% em 2025, após três anos perto de 3%. Para 2026, a previsão é 1,8%. Uma leitura desses números à luz das ideias do economista Daron Acemoglu (foto L Barry Hetherington), nos revela que é pouco para um país que ainda tenta escapar da renda média e reduzir desigualdades. O crescimento recente veio do consumo, do crédito e das exportações agrícolas — motores frágeis. O investimento produtivo continua escasso: cerca de 17% do PIB, quando seria necessário algo entre 22% e 25% para sustentar a expansão de 3% a 4%. No mundo, a média passa de 21%; na China chega a 42% e na Índia a 33%. O problema central é fiscal: contas públicas frágeis elevam juros, encurtam crédito e travam decisões de longo prazo. Crescimento exige confiança, investimento e empresas capazes de ganhar escala.










