Criado em 1963 como um abrigo para pessoas no final da vida, o Instituto Mário Penna recebeu esse nome em homenagem ao trabalho do oncologista que dedicou sua vida a cuidar de doentes com câncer. O voluntariado é a principal marca do Mário Penna e mesmo com todos os projetos de expansão, é esse o principal objetivo da instituição: o de cuidar das pessoas. É com essa bandeira que Marco Antônio Viana Leite comanda o Instituto Mário Penna. Ele foi o convidado do Conexão Empresarial de março, que aconteceu nesta quinta-feira, no Centro de Referência do Queijo Artesanal.
No evento promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, blogdopco e jornal O Tempo, Marco Antônio contou que a sua ligação com o voluntariado e com o Mário Penna começou quando ele sofreu um acidente e conheceu o trabalho desenvolvido no Hospital Luxemburgo (mantido pelo Instituto e que atende 100% pelo SUS) e dessa ligação chegou à direção da instituição.
Em Belo Horizonte, o Instituto Mário Penna é responsável por 28% das cirurgias oncológicas, 54% das radioterapias realizadas na cidade e 29% das quimioterapias. Uma preocupação de Marco Antônio foi a de diminuir o tempo de espera para o início dos tratamentos, que pelo SUS chega a 180 dias. Em parceria com o corpo médico do hospital, foi iniciado um trabalho em um ambulatório de concomitância, e nesse modelo de atendimento que demorava 45 dias para ser iniciado, caiu para 14 dias e a meta é chegar a 7 dias para o início do tratamento. O Mário Penna tem atualmente 1.800 colaboradores e 400 contratados e 110 médicos.
As dificuldades são contornadas, inclusive em relação ao repasse de recursos públicos, que muitas vezes requer muita negociação. O recurso federal vai para as prefeituras, que repassam para as entidades filantrópicas. Mas nem sempre o dinheiro chega. Mas o importante, segundo Marco Antônio, é manter o diálogo aberto. (Foto/Tião Mourão)










