A Amazônia é conhecida como reservatório natural de carbono, portanto, fundamental ao combate às mudanças climáticas. Um estudo publicado nesta quinta-feira, 12, na revista científica New Phytologist , mostra que áreas úmidas do Cerrado podem armazenar até seis vezes mais carbono do que a Amazônia. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Larissa Verona (foto: Rafael Oliveira/Unicamp) , em parceria com cientistas da UFMG – entre outros parceiros. É a primeira avaliação detalhada dos estoques de carbono em áreas conhecidas como veredas e campos úmidos. Testes de datação por radiocarbono indicam que o material orgânico presente nesses solos tem idade média de 11 mil anos, com alguns registros que ultrapassam 20 mil anos.
“Esse carbono levou muito tempo para se acumular. Se ele for perdido, não podemos reconstruí-lo rapidamente, como ocorre com uma floresta que pode ser replantada”, afirma Larissa Verona.










