Às vésperas da chamada “superquarta”, quando decisões de política monetária ganham o centro das atenções, cresce o debate sobre a dose adequada de cautela do Banco Central. O agravamento do conflito no Oriente Médio pode gerar choques de oferta relevantes, pressionando preços de petróleo, fertilizantes, insumos industriais e transporte. Trata-se, porém, de inflação de custos – não de demanda – o que limita a eficácia de juros mais altos. Para o economista Cláudio Adilson Gonçalez (foto: reprodução TV Gazeta), da MCM Consultores, o mais prudente seria manter a estratégia de redução gradual da Selic, hoje próxima de 15% ao ano, com inflação em 3,81%.










